No dia 9 de junho de 2026, a sala do Programa de Educação Tutorias PETciências (sala 107) no laboratório 01 da Universidade Federal da Fronteira Sul, recebeu a apresentação sobre Vivências e Narrativas culturais: Ampliando Horizontes na cultura de Guiné-Bissau, ministrada pela bolsista do programa PETCiências, Edna Manga Lopes. Atividade voltada ao eixo da cultura espaço dedicado à troca de saberes e valorização de identidades.
A apresentação deu início com a contextualização geográfica do país de origem da bolsista, a Guiné-Bissau, que fica situada na costa ocidental da África, com mais de 2 milhões de habitantes, o território é dividido por 8 regiões e 3 províncias, além de contar com o arquipélago formado por 88 ilhas entre elas o mais conhecido o arquipélago dos Bijagós reconhecido como um dos pontos turísticos, com dezenas de prais rodeadas por paisagens que combinam mar, manguezais e vegetação tropical.
Em seguida, foi abordado sobre a diversidade cultural, que existem aproximadamente 30 grupos étnicos, cada um com língua étnica, sua dança e rituais próprios. Explicou sobre a educação que antes da independência cerca de 90% da população não era alfabetizada, onde hoje cerca de 63% já é alfabetizada e o país conta com 5 universidades:1 pública e 4 privadas além das instituições de ensino. Sobre a natureza, vimos que o clima tropical favorece uma grande biodiversidade, e cerca de 26% do território é área protegida abrigando búfalos, chimpanzés, tartarugas, antílopes, aves migratórias e outras espécies.
A bolsista mostrou um pouco sobre a gastronomia, pratos típicos como: peixes, óleo de palma, amendoim e ingredientes locais, além da arte que expressa em pinturas, esculturas, tecidos e danças tradicionais guineenses, mostrou ainda a capital Bissau e lembrou personalidades importantes como: Amílcar Cabral líder da independência e fundador do partido Africano da independência da Guiné e cabo Verde, Titina Sila e Luís Cabral o primeiro presidente da Guiné-Bissau.
Ao longo da fala percebe-se que a apresentação foi muito mais que dados, mostrou-se a identidade de um povo que preserva suas raízes, ao mesmo tempo avança em busca de desenvolvimento. Foi uma oportunidade de ampliar conhecimento de um país de língua portuguesa. Durante a conversa percebemos e aprendemos muito sobre as semelhanças e diferenças entre a cultura Guineense e Brasileira.
Para finalizar o encontro, realizou-se a atividade relacionada ao banner do Bureau Cultural onde cada participante escreveu ‘‘o que significava cultura para si’’. As respostas foram variadas e ao olharmos para elas percebemos que a cultura é aquilo que nos une e nos faz ser quem somos.
Contribuição: Petiana Edna Manga Lopes

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