Diante dos problemas ambientais com os quais somos defrontados, qual sua visão a respeito da inclusão da temática "Meio Ambiente" no contexto da formação docente?
O termo Meme foi criado pelo biólogo Richard Dawkins, onde foi usado pela primeira vez em 1976, no seu livro “The Selfish Gene”, traduzindo “O Gene Egoísta”. Neste livro o termo foi utilizado para nomear uma unidade de informação cultural, uma analogia ao gene, mas atualmente Memes podem ser entendidos/representados com(o) melodias, ideias, sotaques, moda, slogans, conceitos, fragmentos de cultura e informações da atualidade ou da antiguidade. No seu livro Richard Dawkins descreve que “quando você planta um meme fértil em minha mente, você literalmente parasita meu cérebro, transformando-o num veículo para a propagação do meme, exatamente como um vírus pode parasitar o mecanismo genético de uma célula hospedeira”, assim entendemos que Meme hoje em dia pode ser entendido como o termo viral carregado de informações, e a internet nos proporcionou um meio mais fácil para que os Memes cheguem a milhares de pessoas em muito menos tempo. Então por que não utilizar o Meme em sala de aula...

Comentários
Acredito que a temática ambiental, especialmente os conceitos ligados a ecologia e conservação da natureza sempre devem compor o rol dos conteúdos de formação docente. Nesse sentido, cabe também frisar que a educação ambiental pode ser o viés para apresentar e discutir essa temática na formação. Uma razão sumária para que a temática seja pauta da formação docente, no que tange a formação inicial de professores é o fato de que é necessário formar para que os futuros professores possam desenvolver trabalhos ligados ao tema e possam efetivamente trabalhar os conceitos biológicos/ecológicas na perspectiva da educação ambiental, tendo como articulação o enfoque do conhecer para preservar. Roque I. C. Güllich - Professor da UFFS
Raquel
Por conseguinte, acredito ser relevante ressaltarmos aqui o que cada um de nós, futuros docentes e/ou professores em vigência, entendemos por Meio Ambiente, ou ainda, quais conceitos referências temos como suporte ao afirmar algo sobre ele? Nesse sentido, penso que a formação inicial deve priorizar essa temática, tendo em vista o ser humano e a natureza como entidades que se compõem, exilando do processo educativo o pensamento antropocêntrico e capitalista. Além disso, fazemos parte de uma grande rede, onde o cuidado expressa-se em valores e atitudes para os quais é necessário educar-se.
Kelly Callegaro - Licencianda e bolsista do PET Ciências
Especialmente quando se discute a Educação Ambiental, temos que ter especial cuidado ao se referir a prática e é nesse contexto que venho disuctir o tema. É evidente que a prática deve fazer parte da formação de licenciandos da área de Ciências e da docência em Ciências mais tarde, mas temos de tomar cuidado para que apenas a prática não seja a nossa guia para as ações sócio-ambientais. Pois, campanhas com panfletos, visitas às nascentes, coleta de lixo e material contaminante em leitos de rios, conversas com a população ribeirinha, plantio de árvores, compostagem de abudo - através de lixo orgânico, são ações que no máximo sensibilizam estudantes e população em geral. Assim, o grande desafio é teorizar às praticas, discutir sobre a realidade, e nesse sentido nossa formação tem que orientar para a capacidade crítica e argumentativa dos professores de Ciências, que tem para além de um compromisso prático, um compromisso de formação cidadã e social dos indivíduos, mas uma formação científica, ética e por isso, intelectual. Com isso, quero frisar que temos que prestar atenção no valor do planejamento minuncioso das ações de Educação Ambiental, ou de qualquer ação de ensino de Ciências, pois todas podem ter o viés ambiental as atravessando. Também temos que cuidar para que a discussão/diálogo crítico em torno da temática em aula ou a campo seja realizado embasado teroicamente, e sobretudo que busque formar um estudante leitor/escritor, por conseguinte pesquisador, reflexivo, crítico do contexto socio-ambiental em que está inserido, nesse sentido contribuiremos com ações destes indivíduos na sociedade. Contudo, não se trata de esquecer das práticas, que são indispensáveis, mas de tê-las como aliadas à formação intelecto-social dos indivíduos.
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